A piloto portuguesa destacou-se no 23º Rallye Aïcha des Gazelles ao liderar a prova desde a primeira etapa. Elisabete Jacinto participou na competição inscrita, pelo segundo ano consecutivo, na equipa Volkswagen Vehicules Utilitaires e esteve muito próxima de vencer o maior rali de navegação do mundo exclusivamente feminino.
Ao longo dos oito dias de competição a dupla 160, composta por Elisabete Jacinto e Valérie Dot, mostrou consistência e determinação o que permitiu à equipa assumir uma posição de relevo desde o primeiro dia. A portuguesa começou a prova a vencer e logo na terceira etapa aumentou a vantagem para o segundo lugar confirmando, desta forma, o primeiro posto da classificação auto/camião.
Este ano a competição foi muito disputada, com 150 equipas a mostrarem o seu valor, no entanto, a discussão pelo primeiro lugar ocorreu entre Elisabete Jacinto e a francesa Carole Montillet, vencedora das últimas duas edições e que conta com 10 anos de experiência no rali.
A portuguesa cumpriu o rali de forma quase perfeita, mas quando decorria o último dia da etapa maratona um problema no cárter do motor obrigou a piloto a parar. Elisabete Jacinto e Valérie Dot terminaram o rali na 11ª posição enquanto a sua rival Carole Montillet acabou por desistir igualmente devido a problemas mecânicos.
Apesar das dificuldades e peripécias vividas, Elisabete Jacinto faz um bom balanço do rali: “Esta prova é um grande desafio ao qual tem que se associar uma boa técnica de condução, navegação e trabalho de equipa. No final são as opções que ditam o resultado. Conseguimos fazer isto bastante bem, mas este ano foi particularmente difícil no que se refere a abordagem às dunas pois tivemos de as subir no sentido contrário ao do vento. Confesso que gostei de ter liderado a prova desde o início.
Fizemos uma equipa perfeita e fica a esperança de ganhar no próximo ano”, afirmou a piloto em Essaouira onde decorreu a cerimónia de entrega de prémios.
A prova ligou a região de El Beg’a a Foum Zguid sendo a travessia das dunas Erg Chebbi e do Erg Cheggaga os grandes desafios desta competição 100% feminina.