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Elisabete Jacinto quer continuar a competir

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Apesar de ter ficado (para já) sem camião

Piloto critica organização do Dakar e prefere voltar para África
Elisabete e os companheiros de equipa regressam amanhã a Portugal

Depois de ter acompanhado como espectadora atenta o desenrolar do Dakar Argentina Chile, cuja participação desportiva foi interrompida, após o seu MAN ter sido consumido pelas chamas no decorrer da 5ª etapa, Elisabete Jacinto regressa amanhã a Portugal, apostada em tudo fazer para que a sua carreira como piloto de todo o terreno possa prosseguir.

“Não fazia sentido regressar mais cedo a Portugal, quando podia acompanhar a prova até ao fim, ter uma noção diferente da corrida, aprender muito com o que se vê e no diálogo com pilotos e equipas bem como manter contactos que vão ser indispensáveis para um futuro próximo, onde vamos trabalhar no sentido de poder criar as condições para que o nosso projecto desportivo tenha continuidade” salienta a piloto do Team Oleoban MAN Portugal.

Para Elisabete Jacinto este Dakar teve diversos aspectos positivos, mas a piloto está mais preocupada com os negativos:  “A meu ver a organização esteve muito longe daquilo que dela se esperava. A prova teve muito pouco de deserto e foram muitas as etapas desinteressantes e onde a maioria dos concorrentes ia atrás de uma densa nuvem de pó, levantada pelos da frente. A prova não mostrou estar nem bem calculada, nem bem dimensionada e por isso foi necessário cortar mais de mil quilómetros de especiais, cancelar duas etapas para os camiões e neutralizar mais três. No meu entender as motos foram as menos prejudicadas. Partiam bem cedo, para um percurso que lhes era acessível. Em contrapartida os camiões foram altamente lesados.  Foram obrigados a partir quase sempre no fim, porque entenderam que eles eram os causadores da degradação do terreno, mas os camiões menos potentes e os que transportavam material foram colocados em pistas impossíveis de transpor. Existem pistas bonitas, muito público e uma enorme simpatia das gentes locais, mas fiquei com a nítida sensação que a região não tem espaço para acolher, nestes moldes, uma prova com esta dimensão, particularmente pelo numero de concorrentes envolvidos”.

Elisabete Jacinto, o seu marido e director da equipa, Jorge Gil, bem como os restantes companheiros de equipa, chegam amanhã a Portugal, pelas 8 horas da manhã, num voo proveniente de Madrid, depois da viagem de Buenos Aires até à capital espanhola.

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