Teve ontem lugar, no Padrão dos Descobrimentos, a inauguração da exposição de fotografia Dez anos de desafios em África com a qual Elisabete Jacinto homenageia o continente africano, após dez anos de participações no mais duro rali do mundo.
A cerimónia contou com admirável presença de diversas entidades de relevância nacional e destaque internacional, nomeadamente com o Sr. Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Dr. Laurentino Dias, que teceu os mais respeitosos e gratificantes elogios à mulher e desportista, Elisabete Jacinto. No local também esteve o Dr. Paulo Braga, administrador da Egeac, entidade gestora do projecto.
A exposição vai estar patente no Padrão dos Descobrimentos até ao dia 15 de Fevereiro de 2009.
Elisabete Jacinto: Dez anos de desafios em AFRICA
Conteúdo Expositivo
Elisabete Jacinto foi a primeira mulher portuguesa e uma das poucas a nível mundial a participar de moto no rali "Paris-Dakar". Participou entre 1998 e 2001 empenhada em atingir um objectivo, para muitos homens inatingível, o de terminar este rali. Foram precisas muitas horas de trabalho, uma força de vontade e um espírito de sacrifício inigualável para que Elisabete percorresse os mais de dez mil quilómetros que a separavam da meta. Facto que conseguiu nos anos de 2000 e 2001 sagrando-se também vencedora do Troféu de Senhoras na Taça do Mundo de Todo-o-Terreno entre 1999 e 2001. Em 2003 surpreende ao retomar as corridas em África ao volante de um camião. Torna-se uma das primeiras mulheres do mundo a concluir o rali com este veículo e a primeira a vencer uma especial numa corrida da Taça do Mundo, o rali da Tunísia.
Foi em África que Elisabete viveu aventuras e desventuras, momentos de alegria e tristeza, de ansiedade e desespero. Foi o deserto que pôs à prova a sua vontade de vencer e que moldou a sua personalidade… Sofreu com a anulação da edição do rali de 2008, sentindo que todo o seu esforço estava assim posto em causa. Mas foi África quem mais sofreu com esta anulação.
Ao longo dos últimos trinta anos o rali "Paris-Dakar" incentivou muitas centenas de pessoas a percorrerem o norte de África, animando aldeias votadas ao isolamento, incentivando negócios, proporcionando modos de vida, mantendo abertas pistas ancestrais. Quebraram-se assim laços que pareciam já perpétuos e negou-se a este povo um dinamismo que se esperava garantido.
Com esta exposição de fotografia Elisabete Jacinto recorda os dez anos em que se entregou à descoberta dos segredos deste continente e presta uma homenagem ao povo africano.
As fotos expostas são da AIFA, uma agência de fotografia dedicada ao Mundo Automóvel desde 1981. Há onze anos que os seus fotógrafos, nomeadamente Jorge Cunha, acompanham o Dakar registando e divulgando as imagens que tornaram África um desafio.
Fotos também de Pedro Silva e Vítor Tempera.